O programa “Mídia em Foco”, da TV Brasil, a ser exibido no dia 26 de novembro de 2018, às 22h45, falou sobre a relação entre acervo e memória.

A palavra acervo vem do latim acervus e significa coleção, conjunto. Os documentos, livros e outras obras trazidos com a vinda da família real portuguesa ao Brasil no início do século 19 constituíram um dos primeiros acervos do país. De lá pra cá as formas de se conservar a memória cultural evoluíram. O surgimento do audiovisual e as técnicas de digitalização trouxeram soluções e desafios a esse cenário.

A preservação de obras audiovisuais é uma preocupação que tem sido demonstrada desde os primórdios da sétima arte. O cinegrafista polonês Boleslaw Matuszewski já defendia no final do século 19 a conservação dos filmes como documentos tão importantes quanto livros e fotos. Nos anos 1940, o historiador Paulo Emílio se torna um dos pioneiros na cultura de preservação audiovisual no Brasil e o principal responsável pelo projeto que daria origem à Cinemateca Brasileira. Hoje, a Cinemateca possui um dos maiores acervos audiovisuais da América Latina.

A recente tragédia do incêndio que destruiu o Museu Nacional no Rio de Janeiro reacendeu a discussão sobre a importância da conservação de nosso patrimônio histórico. Apesar da perda inestimável de 90% do acervo físico, registros digitais audiovisuais como o de Luzia, o fóssil humano mais antigo das Américas, ajudam a preservar nossa memória.

Participam deste episódio:

  • Elmo Francfort, diretor do Memória da Mídia
  • Olga Futemma, técnica de acervo da Cinemateca Brasileira
  • Teder Morás, preservacionista e responsável pelo Centro de Documentação e Gestão da Informação do SBT

Fonte: Site do programa Mídia em Foco (TV Brasil / EBC, 12 de novembro de 2018)

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